Eu não vou falar do que me encanta, pela milésima vez, eu não quero falar do que deixei ou não pra trás, eu não quero ter que dar satisfações e muito menos somos os pontos no final, eu não quero olhar ao redor e ter que contar graficamente os danos de uma guerra pessoal qualquer. Nem fácil e nem difícil, me defino na medida certa. Poucas coisas me acalmam, gosto mais da correria e também aprecio muito fica sozinha no meu quarto, com a minha bagunça, meus livros, meus Dvds, meus Cds e os meus pensamentos um tanto quanto distantes, eu gosto de dormir de exaustão e de acordar com a minha mãe ouvindo uma das músicas antigas que as fazem lembrar de algo do passado. Eu gosto de pensar que todo mundo é bonzinho e que tudo tem uma razão pra acontecer. Ainda acordo de madrugada pra tomar água e vez ou outra, quando pego o celular vejo alguma mensagem de alguma amiga minha dizendo coisas engraçadas, dizendo que está com saudade, dizendo que está sofrendo, mensagens inusitadas, do tipo: “to saindo do motel, posso te ligar?” e eu bêbada de sono só faço rir e me jogo pro outro lado da cama. Esse clima muito me agrada, talvez porque eu tenho um fascínio imenso pelo barulho da chuva caindo lá fora e pelo som das minhas músicas lentas, se eu pudesse, e gostasse além da conta, provavelmente iria pra janela da sala faria café e acenderia um cigarro, mas cigarros de dia sem bebida alcoólica me dão enjôo e eu passaria o resto do dia com o estomago revirado então isso não me parece uma boa idéia. Nessas idas e vindas, acertos e erros, eu fui aprendendo, sei lá, aprendi várias coisas, mas não quero ter que enumerar, também não quero mais falar sobre isso. Um dia voltando de uma prova de vestibular peguei o número de um analista, anotei em um pedaço de papel que tinha na minha bolsa e acabei perdendo, depois percebi que meu estágio ainda não está tão grave assim né Rsrs. Eu gosto dos meus cantores antigos, aprecio um Cazuza, um Renato Russo, eu gosto de uma Rita Lee de vem em quando, sou muito mais fã de um barzinho com música ao vivo do que de uma balada com músicas sem letra. Se for pra fazer tem que fazer direito, tem que ser pra marcar, se for pra falar tem que ser com o coração, ou então me deixa em casa porque eu não quero fazer parte da noite mais ou menos de ninguém, antes ao vivo do que mais ou menos morto, se for assim, é melhor nem vi atrás, me proporcione o seu melhor pra na hora do pior eu ter uma lista de descontos, ou fica comigo, ou rompe comigo de vez. Nunca entendi como as pessoas mudam, as vezes fico rindo sozinha, fico rindo de toda essa loucura, de todos esses julgamentos, ontem no telefone com um amigo eu falei “engraçado, eu não sou o tipo de pessoa que julga os outros, que menospreza a vida dos outros, que se acha melhor do que qualquer julgamento, eu não faço isso.” E realmente, eu não faço, não faço a mínima questão de me incomodar se o que o outro faz ou não é certo quando o que ele faz não tem nada a ver comigo, eu falo sim, dos fatos e das pessoas que afetam a minha vida de alguma forma porque ai o problema passa a ser meu, mas se no caso, nada me afete não tenho porque falar, não tenho porque me debater toda, eu deixo as coisas fluírem, me preocupo, fico agoniada, quero sempre saber o que vem depois, mas de certa forma não interfiro em nada, quando não é comigo fico feliz em assistir tudo na platéia ou talvez no camarote mais alto, e já assisti tanta coisa mas ainda fico impressionada com a mudança bipolar de sentimentos, daquele tipo que vem te pedir ajuda e você é a melhor pessoa do mundo mas é só você cometer um errinho e pronto eu sou a pior pessoa do mundo e mereço morrer, não entendo e nem quero entender, acho que por isso me acostumei a ser assim, não digo sozinha, mas me acostumei a dar valor a quem merece o meu valor, me acostumei a analisar e a saber o que devo esperar de cada pessoa, aprendi a saber o próximo passo de quase tudo, aprendi a ler nas entrelinhas, aprendi que ninguém a menos que seja perfeito pode me julgar e se me julgar aprendi a sentir pena, sou muito cristã quando se trata de vingança, as vezes eu penso “Coitada daquela pessoa me magoou.” Tenho problemas em perdoar quando a falta é muito grande, mas não é do tipo, “eu te odeio” é do tipo “parei de te preservar.” Essas coisas são muito diversificadas, mas nada que um bom livro não resolva, aprendi que tenho que ter cuidado em relação as pessoas, principalmente em relação aos bons ouvintes que se tornam lá na frente bons julgadores e bons jogadores na cara, expressão que eu acabei de inventar mas de qualquer forma, eu vou indo, seguindo, com meus Dvds, meus Cds, com meu mundo particular que é só meu e de mais ninguém.
ihearthemtalk
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
No mais, estou indo embora baby.
"Queria usar quem sabe, uma camisa de força ou de Vênus." Ontem, enquanto eu fazia minha mala rumo a 2012, resolvi que só ia trazer coisas boas, só ia trazer os melhores sonhos, os melhores amigos, os sorrisos mais sinceros, os melhores beijos, os melhores carinhos, as melhores conversas. Esse ano, bom, eu não dei boas-vindas a ele em alguma balada impessoal, minha passagem de ano começou com um abraço amoroso da minha mãe, uma ligação do meu pai e um "Feliz ano novo, eu te amo." do meu primo, depois da meia- noite enquanto minha tia e minha avó rezavam ao redor da mesa, eu vi toda minha família, ou a maior parte dela reunida, rindo junto, comemorando junto e um desejando ao outro um "Feliz ano novo!" e há tempos eu não sentia tanto amor assim em um lugar só, só sinto isso nas poucas vezes que vou a igreja. O meu ano começou tão bem, tão bem que eu não tenho nem palavras pra descrever. Enquanto todos estavam comendo suas uvas, passas, dando sete pulos, girando, pirando, eu fui pro portão, dando o primeiro passo com o pé direito e depois respirei fundo fiz uma oração a Nossa Senhora e repeti sete vezes "Que seja doce!" Olhei ao meu redor e pude ver o sorriso lindo do meu mais novo priminho, vi minha amiga e a minha tia grávidas, vi tanta vida, tanta coisa, vi tantos inícios, recomeços, tantas superações, tantas mudanças, meus primos que bebiam e não bebem mais, meus tios que não podiam beber e beberam, vi brigas, vi minha vóvix tentando fazer tudo dar certo, vi meu tio apaixonado e até minha tia dançando até o chão a "sequência do pente" junto comigo, e sim, eu vi amor. Amor não se resume a uma pessoa, mas sim a várias pessoas, a diversidade de pessoas, o amor simplesmente não é capaz de ser resumido, vi todo mundo feliz, todo mundo dançando, todo mundo amando. Se me perguntarem o que eu quero pra esse ano, vou responder "Mais felicidade, mais amor, mais sorrisos, mais paz, mais sucesso, mais família, mais amigos, mais estudo, mais aprendizado, mais coragem." Quero durante o ano todo manter as boas vibrações que eu recebi ontem da minha família e dos amigos os quais eu consegui encontrar, quero manter essa chama de mudança acesa, quero regar mais e mais essa pequena semente de "busca e coragem" que brotou em mim na noite de ontem, quero fazer as pessoas felizes ao meu lado, quero que a minha mãe encontre um novo amor, e que meu pai, bom, continue o meu pai, quero que os nenéns das minhas amadas nasçam com saúde, quero tudo em dobro, que Deus me abençoe, que me ilumine e me guarde nessa nova caminhada, feliz ano novo!
domingo, 11 de dezembro de 2011
Cenas do meu filme em branco e preto.
"Tem lugares que eu me lembro..." Têm pessoas que eu me lembro, tÊm músicas que eu me lembro, têm filmes que eu me lembro, se tem algo que raramente conseguimos fugir são das nossas lembranças que ficam guardadas no nosso íntimo, que só nós conseguimos acessar. Prefiro ser adepta da frase "O seu passado não faz o que você é." de autoria, creio que minha, ou então eu devo ter visto em algum lugar e ter anotado na memória do meu celular, não sei, mas enfim, eu acredito que o passado não serve pra assombrar, não serve pra não repetirmos o erro, o passado serve pra nos ensinar, não do tipo de ensinamento de generalizar, de julgar todas as pessoas devido ao erro de uma, acredito que todo mundo é diferente e que as pessoas apresentam comportamentos e reações diferentes a todos os tipo de estimulo e ação, cada um responde de uma forma, cada um erra de uma forma, cada um arrepende-se de uma forma, uns mais ou menos, mas é injusto reagir com todos da mesma forma. Sou do tipo membrana permeável, eu adapto ao problema, eu entendo o problema mas às vezes eu sinto preguiça de resolvê-lo ou apenas só quero reclamar mesmo. Prefiro ter esperanças de que tudo vai ficar certinho no final, que tudo vai ficar explicado. Não posso culpar ninguém pelo seu passado, mas posso culpar o que as consequências de um passado mal explicado podem fazer comigo, já deixei tanta coisa por causa disso. O pior de deixar é quando você não está preparado pra deixar, é quando dói tanto mais tanto que junto você sofre mas separado você não sabe o que vai ser, eu já deixei tanta coisa, abri mão de ligações, de mensagem, de carinho, pra poder aceitar as mentiras, pra poder aceitar que tudo isso me fazia mal, pra poder, pra poder, pra poder, sabe aquela sensação de soltar alguma coisa ou alguém do alto de um penhasco quando faltam apenas 5 minutos pra chegar o resgate e tudo ficar bem?! É o típico sinal de que se não deu certo uma vez, não vai dar na segunda, nem na terceira, nem na quarta, e eu me prendia a sensação de que ia dar, que ia ter que dar, que eu já tinha chegado tão longe, de que eu tava certa, mas no fim acabou, acabou minha paciência, minha auto-estima, acabou meu orgulho, acabou o meu amor pelo outro, acabou, foi esgotando, sem ficar nenhuma gotinha no fundo da garrafa, as músicas começaram a ter outra tradução, eu comecei a enxergar nas entrelinhas, não me lembro mais o número residencial, não me lembro mais da sensação que eu tinha, não me lembro mais dos diversos assuntos, tópicos de longas conversas, não me lembro mais do sabor do abraço e muito menos do gosto do beijo, me lembro só que existiu, mas por fim acho que é isso que acontece, as pessoas existem nas nossas vidas, trazem algo de bom ou de ruim, ficam ou vão embora, deixam ou levam tudo, mas sempre fazem alguma coisa. Deve ser o preço que pagamos por abrir a porta sem perguntar "Quem é?" antes. Tudo acontece do jeito que fazemos acontecer. Lembranças boas ou ruins, elas são só minhas, na verdade o que acontece comigo não afeta a vida de ninguém, ninguém vai sofrer junto comigo, as consequências das minhas escolhas são sofridas por mim, o único sujeito ativo e passivo dessa oração. Mas enfim, amanhã tudo isso vai ser passado, espero que o ano seguinte, seja melhor do que esse em todas as proporções.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Sweet November.
Seja bem-vindo Novembro e me traga boas vibrações que as suas boas vibrações me tragam boas memórias no futuro, talvez você venha com gosto de filme e chocolate na cama, ou talvez você venha com gosto de correria na faculdade, correria nos premarativos o para o fim do ano, mas o que importa é que você veio. É algo meio estranho tantas pessoas ficarem excitadas com o ínicio de um simples mês, euforicas porque o ano passou tão rápido, o tempo voa, e não espera, então Novembro pra mim você será minha última oportunidade de fazer as coisas que eu planejei fazer esse ano, nesse ano, seja seu gosto de chocolate ou seu gosto de correria. O que acontece é que nós como seres humanos colocamos a culpa dos nossos atos em quem ou no que queremos, seguindo aquele bordão "A culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser." Que injustiça, o que acontece é que temos o presente de 365 dias para tomarmos um rumo em nossas vidas e esperamos o ano acabar pra colocar a culpa dos nossos fracassos ou das nossas tentativas que na verdade nem tentamos, no ano, no tempo, que só nos concederam espaço pra vê se aprendemos alguma coisa de útil. Quantos dias você vai me dar Novembro, 30? Então de acordo com o calendário eu tenho 30 dias pra correr contra o tempo e fazer algo de útil esse ano. Isso é quase um desafio, mas eu gosto. Hoje eu acordei com aquela sensação maravilhosa de que tudo vai ser gostoso, gostoso como ficar na cama agarrada com um amor vendo um filme antigo na televisão, ou gostoso como tomar um banho de mil minutos depois de um dia super cansativo, vai ser gostoso, vai ser bom. Preciso deixar os amores pro ano que vem, na minha cabeça confusa, feliz e careta tô pensando até em estipular uma data pra eu me envolver com alguém, quando você termina REALMENTE, veja bem REALMENTE um relacionamento caótico de 1 ano e 6 meses, e deu ínicio a ele duas semanas depois de terminar um relacionamento catastrófico de 3 anos e 5 meses é bom ficar sozinho por um tempo, mesmo que eu saiba que esse tempo pode ser de um dia, já que eu me apaixono só de ir na padaria e olhar pra algum desses meninos que vai me olhar de volta e eu vou ficar super encantada só pelo fato dele ter me olhado de volta. Mas Novembro, eu prometo que com você não ser assim, prometo que seus 30 dias serão meus, só meus e de mais ninguém, prometo finalizar o ano em grande estilo, com gosto de música lenta em dia de frio e um livro de comédia romântica, ou talvez com gosto de mil tarefas que eu deixei pra fazer em cima da hora cumpridas. Só que me resta dizer é, seja bem-vindo, seja doce, seja gostoso Meu Novembro.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
It's me.
Se for pra pensar no que me atraí, sempre senti atração pelo o que eu não posso ter, sempre gostei daquilo que não está ao meu alcance, as vezes eu até penso que nasci com o instinto natural de correr atrás, conquistar e depois não querer mais. A maioria das lições que eu aprendi, foram baseadas nos meus tão maravilhosos e imperdivéis erros, e nossa, como eu aprendi com eles, cada um deles foi peculiar, foi individual, posso dizer que foram coisas que "só eu mesmo" pra fazer. Já perdi as contas das vezes que eu relevei, que ao invés de dizer um NÃO eu disse "Tá, vamos tentar mais uma vez." Vamos, tentar mais uma vez? É vamos, vamos tentar fazer certo só mais desse vez porque no fundo, por trás desse meu jeito meio desligado, dessa minha cara meio amassada, eu até que escondo uma menina bem atraente e legal que talvez possa ser a mãe dos seus filhos. Só que infelizmente mesmo eu sendo paciente as pessoas insistem em me fazer acreditar que elas não valem meu esforço e eu não falo só no campo "emocional homem e mulher" da coisa, falo no sentido "amiga e amiga" "amiga e amigo" até da minha mãe eu já desisti em algumas situações que me levam a crer que o melhor jeito de coniver com ela, é deixar que ela pense que me controla. Nunca gostei de duas caras, de não saber com quem eu estou lidando e também nunca gostei de ter que fingir que eu sou a mulher perfeita pra ser mãe dos seus filhos, talvez, eu até não seja. Não aprecio esses romances que a menina não pode falar um "porra" na frente do menino pra ele não desencantar, se eu não for eu, como é que alguém vai gostar de mim? É assim, de mim, sem máscaras, sem utensilhos, sem a com o tempo ele descobre, não gosto de mentiras. Até pra mentir você tem que saber, já pensou eu esqueço do que eu menti? Pois é, minha arte de me enrolar nos meus atos. Eu aprecio as coisas simples, você pode ter o melhor beijo do mundo, mas cá pra nós, eu não vou passar a maioria do tempo te beijando né, como você pode ter o melhor papo do mundo que se eu não gostar do teu beijo, NADA FEITO, eu gosto do conjunto, de como as coisas se encaixam, de como elas se encontram, não adianta, é questão de química. As vezes, eu só queria um amigo pra beijar na boca sabe?! Eu gosto de conversar, de conhecer, talvez eu queira mais um novo amigo do que um novo romance, ou talvez eu queira um amigo romance, não sei, mas as borboletas no estômago me fazem falta, eu sinto falta de um amigo pra amar, de um amigo pra ficar, tem que ser espontâneo, não pode deixar de ser espontâneo, namorados tem que ser amigos, devem ser parceiros, não adianta, tem que ter respeito mas sem aquela frescurinha do não me toque, não gosto disso, eu gosto do que é de verdade, do que me faz tremer na base, do que faz meu coração palpitar miil vezes por segundo, tudo que é sem graça, chato, razoavél eu abomino.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Mauro Jorge.
Então você vai crescer e vai perceber que a maioria dos nossos problemas, nós criamos, criamos contos, histórias, fábulas, ficamos com pensamentos que não eram pra ser nossos, e você se prende, se prende nesses detalhes tão tortuosos e complexos que fazem com que você queira gritar de agonia, de raiva, de TUDO. E ai você olha pra trás e acha que não construiu nada, mas você se esforçou tanto né? E mesmo quando nos esforçamos tanto nada sai como a gente quer, e não tem nada que deixe uma pessoa controladora mais puta da vida do que quando as coisas não saem do jeito que ela quer, então pare, pare de controlar, pare de querer controlar a vida, você não pode controlar a vida. E as vezes quando eu te vejo do meu lado, a primeira coisa que me vem na cabeça é "Eu nunca imaginei te conhecer." Imagina se pudessemos controlar as pessoas que entram na nossa vida? Ficaríamos sempre com as mesmas pessoas, mas então eu decidi te deixar ficar e essa foi a melhor escolha que eu pude fazer. Pra acordar domingo do teu lado contigo puxando meu cabelo e não me deixando dormir, pra eu te estressar com os meus problemas, aqueles sabe?! De indecisões, de relacionamentos caóticos, da minha mãe que se irrita, do meu pai que me busca tarde na casa da minha vó no sábado e tu ficas puto achando que não vai dar pra gente se ver. E então tu falas por miiil vezes que eu não faço nada por ti, e diz que eu mudei, que não sou como era antes e eu fico sem entender e ai tu falas miiil coisas e eu fico sem argumento porque tu simplesmente não para de falar e eu vejo no final que é tudo isso que faz com que eu me apegue a ti, porque quando estamos juntos na minha cama, contando miiil detalhes tudo parece ser tão pequeno, quando eu fico rindo das besteiras que tu falas e das "falas" que tu inventas todos aqueles problemas repetitivos que nós temos parecem ser tão insignificantes. E ai tu falas que vai embora, que não quer mais saber, que vai me ignorar e que eu vou ver só quando eu tiver quebrando a minha cara, mas nós dois sabemos que por mais que eu não siga quase nada do que tu falas, no final, tu vais estar do meu lado e eu do teu. Contigo eu aprendi a ser mais responsável, a ir quando eu digo que vou, a comparecer nos meus compromissos, e esses sorrisos nessas fotos são tão verdadeiros e essa vontade de passar os fins de semana do teu lado, falando besteira é tão viva. Eu penso em ti pedir perdão, perdão pelas vezes que tu queres me esganar, pelas vezes que eu não levanto pra fazer café, também penso em ti comprar alívio, se alívio vendesse eu comprava milhões de exemplares pra você, eu já disse que amo o jeito que tu falas "você"? talvez você seja a única pessoa que eu conheço que fala "você!" eu também gosto do jeito que tu se arrumas, e do jeito que tu se preocupas com o teu cabelo, e gosto também do fato de que o tempo todo parece que você acabou de tomar banho, eu gosto do cheiro que fica no meu travesseiro depois que tu vais embora, faz com que eu lembre que tu esteve ali e que tiramos fotos e que eu fiquei linda nelas e que semana que vem vai ter tudo isso de novo. E ai eu te vejo preso, maaaas tão preso, que me dá vontade de gritar contigo dizendo mil vez "NÃO TEM QUE SER ASSIM, RESPIRA!" até que isso fixe na tua vida como uma tatuagem na cara, te permite, permite que tu sejas livre de ti mesmo, daqueles pequenos detalhes que fazem com que tu não durmas direito, ou que fazem tua cabeça ficar funcionando a milhões por hora, te liberta, não fica com medo, eu vou tá bem aqui se tudo der errado e tu quiseres apenas desmoronar, quem te iludiu dizendo que temos que consertar os erros do passado?! Quem te iludiu? Perdoe, se perdoe por errar e siga em frente, você é humano sabia?! Você pode errar e não tem essa "tu já viste como é uma vez e quer fazer de novo!" Faça de novo, faça quantas vezes você quiser porque no final você só vai parar quando realmente estiver pronto, quando realmente aprender e não se preocupe, eu não vou te amar menos se você errar, talvez eu demonstre que vou mas no fundo não vou, eu não vou te amar menos se você quiser só chorar, ou se você quiser só assistir um filme na televisão, não vou te amar menos por você ter quebrado a luz do meu quarto, não vou te amar menos por você jogar verdades na minha cara. São exatamente essas coisas que me fazem te amar mais, então, pode errar vai, deixa os problemas de todo mundo, pra todo mundo resolver, você não precisa curar a doença de todos, vai erra, vai quebra a cara, vai tenta jogar tudo pro alto, vai, vai, vai, vai... Que quando você quiser voltar, eu vou estar aqui, bem aqui, no mesmo lugar que você deixou e eu vou ouvir tudo que você quiser me contar e eu prometo que não vou te julgar, eu vou te dar um daqueles abraços apertados sabe? E afastar pro lado pra que tu possas dormir do lado direito da minha cama mas só me prometa uma coisa, que mesmo que tu não queiras me contar nada, mesmo que tu queiras só chorar, praguejar, gritar, me prometa que você sabe que tem pra onde voltar. Te amo Mauro.segunda-feira, 30 de maio de 2011
Will be both us, and you and them together
Como é né, essa coisa estranha, esse sentimento confuso e doloroso que chamamos docemente de amor, como é acordar todos os dias e mandar o nosso pensamento passear lá com aquela pessoa, aquela pessoa a qual calmamente chamamos de vida, e raivosamente chamos pelo nome, aquela que nos faz chorar de alegria e de tristeza, e que com um passe de pura mágica faz com que nossos problemas sumam com um simples ato, um simples sorriso. Eu experimentei todos os tipos de amores, dos mais calmos aos mais conturbados, tive sensações que não desejo a ninguém e tive algumas que guardo carinhosamente na memória, as vezes eu sentia que tudo era como um forte veneno que aos poucos ia entrando na minha corrente sanguenea e me levava ao êxtase de dor e prazer, isso é estranho. Não existe distância quando você gosta, não existe momento ruim, não existe má hora, existe apenas um sentimento e uma vontade, uma vontade de fazer seu objeto de adoração a criatura mais feliz desse lugar louco e grande que chamamos de mundo...Mas como é mesmo? Como é mesmo sentir isso longe?! É algo inexplicável, é como diria Bruno Mars "falar com o a lua" e desejar do fundo do coração que nesse momento aquela pessoa esteja fazendo o mesmo, é orar e pedir pra Deus que vocês não se percam debaixo do mesmo céu, é não fazer coisas erradas por mais que os olhos não vejam, é dedicar os sonhos mais doces e os lugares mais lindos. Amar em alguns momentos também é não querer ver nunca mais, dizer as palavras mais feias, gritar e bater, se jogar no chão, chorar na chuva pedindo "Pelo amor de Deus, não me deixa, seu palhaço, infeliiiz de merda, não me deixa porque eu te amo e não sei o que fazer sem ti" amar também é esquecer, esquecer porque quando não dá mais certo é melhor deixar a pessoa que ama livre, talvez essa seja a maior prova de "amadurecimento" deixar livre, deixar ir, por mais que doa, deve doer, tem que doer, porque se passar despercebido não é amor, o amor dói. Não sei muito bem como dizer o que é amar, até porque cada um interpreta do jeito que melhor lhe parece, ou pior lhe parece, amar também é fazer mal, é pensar "eu faço isso, no entanto dói mais em mim do que em ti, dói mais em mim falar todas essas coisas horrivéis ao teu respeito" sabe porque?! Porque tu acabaste com aquela pessoa que eu amava, eu não tinha raiva de ti, mas agora eu tenho, eu tenho raiva de tudo que tu fizeste, tenho raiva de tudo que eu sofri, tenho raiva por ficar puta da vida quando escuto os outros falando de ti, por isso dói, dói por não passar despercebido, dói por ter que acabar, apagar e abandonar aquilo que um dia foi tão importante pra mim, e isso, não é um "melodrama" isso é sentimento, drama é uma ação. De todas as dúvidas que pairam sobre a minha cabeça me vem uma admiração, eu admiro aquelas pessoas que são fortes o suficiente e dão "até logo" pra um amor que sempre esteve ao seu lado, aquelas que dão um "Adeus" para um amor que está na sua vida mas infelizmente precisam sair dela, e aquelas que nunca viram, nunca sentiram, não sabem como é mas que tem a maior paciência e esperam, pois sabem que "para amores impossivéis, tempo".
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