Eu não vou falar do que me encanta, pela milésima vez, eu não quero falar do que deixei ou não pra trás, eu não quero ter que dar satisfações e muito menos somos os pontos no final, eu não quero olhar ao redor e ter que contar graficamente os danos de uma guerra pessoal qualquer. Nem fácil e nem difícil, me defino na medida certa. Poucas coisas me acalmam, gosto mais da correria e também aprecio muito fica sozinha no meu quarto, com a minha bagunça, meus livros, meus Dvds, meus Cds e os meus pensamentos um tanto quanto distantes, eu gosto de dormir de exaustão e de acordar com a minha mãe ouvindo uma das músicas antigas que as fazem lembrar de algo do passado. Eu gosto de pensar que todo mundo é bonzinho e que tudo tem uma razão pra acontecer. Ainda acordo de madrugada pra tomar água e vez ou outra, quando pego o celular vejo alguma mensagem de alguma amiga minha dizendo coisas engraçadas, dizendo que está com saudade, dizendo que está sofrendo, mensagens inusitadas, do tipo: “to saindo do motel, posso te ligar?” e eu bêbada de sono só faço rir e me jogo pro outro lado da cama. Esse clima muito me agrada, talvez porque eu tenho um fascínio imenso pelo barulho da chuva caindo lá fora e pelo som das minhas músicas lentas, se eu pudesse, e gostasse além da conta, provavelmente iria pra janela da sala faria café e acenderia um cigarro, mas cigarros de dia sem bebida alcoólica me dão enjôo e eu passaria o resto do dia com o estomago revirado então isso não me parece uma boa idéia. Nessas idas e vindas, acertos e erros, eu fui aprendendo, sei lá, aprendi várias coisas, mas não quero ter que enumerar, também não quero mais falar sobre isso. Um dia voltando de uma prova de vestibular peguei o número de um analista, anotei em um pedaço de papel que tinha na minha bolsa e acabei perdendo, depois percebi que meu estágio ainda não está tão grave assim né Rsrs. Eu gosto dos meus cantores antigos, aprecio um Cazuza, um Renato Russo, eu gosto de uma Rita Lee de vem em quando, sou muito mais fã de um barzinho com música ao vivo do que de uma balada com músicas sem letra. Se for pra fazer tem que fazer direito, tem que ser pra marcar, se for pra falar tem que ser com o coração, ou então me deixa em casa porque eu não quero fazer parte da noite mais ou menos de ninguém, antes ao vivo do que mais ou menos morto, se for assim, é melhor nem vi atrás, me proporcione o seu melhor pra na hora do pior eu ter uma lista de descontos, ou fica comigo, ou rompe comigo de vez. Nunca entendi como as pessoas mudam, as vezes fico rindo sozinha, fico rindo de toda essa loucura, de todos esses julgamentos, ontem no telefone com um amigo eu falei “engraçado, eu não sou o tipo de pessoa que julga os outros, que menospreza a vida dos outros, que se acha melhor do que qualquer julgamento, eu não faço isso.” E realmente, eu não faço, não faço a mínima questão de me incomodar se o que o outro faz ou não é certo quando o que ele faz não tem nada a ver comigo, eu falo sim, dos fatos e das pessoas que afetam a minha vida de alguma forma porque ai o problema passa a ser meu, mas se no caso, nada me afete não tenho porque falar, não tenho porque me debater toda, eu deixo as coisas fluírem, me preocupo, fico agoniada, quero sempre saber o que vem depois, mas de certa forma não interfiro em nada, quando não é comigo fico feliz em assistir tudo na platéia ou talvez no camarote mais alto, e já assisti tanta coisa mas ainda fico impressionada com a mudança bipolar de sentimentos, daquele tipo que vem te pedir ajuda e você é a melhor pessoa do mundo mas é só você cometer um errinho e pronto eu sou a pior pessoa do mundo e mereço morrer, não entendo e nem quero entender, acho que por isso me acostumei a ser assim, não digo sozinha, mas me acostumei a dar valor a quem merece o meu valor, me acostumei a analisar e a saber o que devo esperar de cada pessoa, aprendi a saber o próximo passo de quase tudo, aprendi a ler nas entrelinhas, aprendi que ninguém a menos que seja perfeito pode me julgar e se me julgar aprendi a sentir pena, sou muito cristã quando se trata de vingança, as vezes eu penso “Coitada daquela pessoa me magoou.” Tenho problemas em perdoar quando a falta é muito grande, mas não é do tipo, “eu te odeio” é do tipo “parei de te preservar.” Essas coisas são muito diversificadas, mas nada que um bom livro não resolva, aprendi que tenho que ter cuidado em relação as pessoas, principalmente em relação aos bons ouvintes que se tornam lá na frente bons julgadores e bons jogadores na cara, expressão que eu acabei de inventar mas de qualquer forma, eu vou indo, seguindo, com meus Dvds, meus Cds, com meu mundo particular que é só meu e de mais ninguém.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
No mais, estou indo embora baby.
"Queria usar quem sabe, uma camisa de força ou de Vênus." Ontem, enquanto eu fazia minha mala rumo a 2012, resolvi que só ia trazer coisas boas, só ia trazer os melhores sonhos, os melhores amigos, os sorrisos mais sinceros, os melhores beijos, os melhores carinhos, as melhores conversas. Esse ano, bom, eu não dei boas-vindas a ele em alguma balada impessoal, minha passagem de ano começou com um abraço amoroso da minha mãe, uma ligação do meu pai e um "Feliz ano novo, eu te amo." do meu primo, depois da meia- noite enquanto minha tia e minha avó rezavam ao redor da mesa, eu vi toda minha família, ou a maior parte dela reunida, rindo junto, comemorando junto e um desejando ao outro um "Feliz ano novo!" e há tempos eu não sentia tanto amor assim em um lugar só, só sinto isso nas poucas vezes que vou a igreja. O meu ano começou tão bem, tão bem que eu não tenho nem palavras pra descrever. Enquanto todos estavam comendo suas uvas, passas, dando sete pulos, girando, pirando, eu fui pro portão, dando o primeiro passo com o pé direito e depois respirei fundo fiz uma oração a Nossa Senhora e repeti sete vezes "Que seja doce!" Olhei ao meu redor e pude ver o sorriso lindo do meu mais novo priminho, vi minha amiga e a minha tia grávidas, vi tanta vida, tanta coisa, vi tantos inícios, recomeços, tantas superações, tantas mudanças, meus primos que bebiam e não bebem mais, meus tios que não podiam beber e beberam, vi brigas, vi minha vóvix tentando fazer tudo dar certo, vi meu tio apaixonado e até minha tia dançando até o chão a "sequência do pente" junto comigo, e sim, eu vi amor. Amor não se resume a uma pessoa, mas sim a várias pessoas, a diversidade de pessoas, o amor simplesmente não é capaz de ser resumido, vi todo mundo feliz, todo mundo dançando, todo mundo amando. Se me perguntarem o que eu quero pra esse ano, vou responder "Mais felicidade, mais amor, mais sorrisos, mais paz, mais sucesso, mais família, mais amigos, mais estudo, mais aprendizado, mais coragem." Quero durante o ano todo manter as boas vibrações que eu recebi ontem da minha família e dos amigos os quais eu consegui encontrar, quero manter essa chama de mudança acesa, quero regar mais e mais essa pequena semente de "busca e coragem" que brotou em mim na noite de ontem, quero fazer as pessoas felizes ao meu lado, quero que a minha mãe encontre um novo amor, e que meu pai, bom, continue o meu pai, quero que os nenéns das minhas amadas nasçam com saúde, quero tudo em dobro, que Deus me abençoe, que me ilumine e me guarde nessa nova caminhada, feliz ano novo!
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