Como é né, essa coisa estranha, esse sentimento confuso e doloroso que chamamos docemente de amor, como é acordar todos os dias e mandar o nosso pensamento passear lá com aquela pessoa, aquela pessoa a qual calmamente chamamos de vida, e raivosamente chamos pelo nome, aquela que nos faz chorar de alegria e de tristeza, e que com um passe de pura mágica faz com que nossos problemas sumam com um simples ato, um simples sorriso. Eu experimentei todos os tipos de amores, dos mais calmos aos mais conturbados, tive sensações que não desejo a ninguém e tive algumas que guardo carinhosamente na memória, as vezes eu sentia que tudo era como um forte veneno que aos poucos ia entrando na minha corrente sanguenea e me levava ao êxtase de dor e prazer, isso é estranho. Não existe distância quando você gosta, não existe momento ruim, não existe má hora, existe apenas um sentimento e uma vontade, uma vontade de fazer seu objeto de adoração a criatura mais feliz desse lugar louco e grande que chamamos de mundo...Mas como é mesmo? Como é mesmo sentir isso longe?! É algo inexplicável, é como diria Bruno Mars "falar com o a lua" e desejar do fundo do coração que nesse momento aquela pessoa esteja fazendo o mesmo, é orar e pedir pra Deus que vocês não se percam debaixo do mesmo céu, é não fazer coisas erradas por mais que os olhos não vejam, é dedicar os sonhos mais doces e os lugares mais lindos. Amar em alguns momentos também é não querer ver nunca mais, dizer as palavras mais feias, gritar e bater, se jogar no chão, chorar na chuva pedindo "Pelo amor de Deus, não me deixa, seu palhaço, infeliiiz de merda, não me deixa porque eu te amo e não sei o que fazer sem ti" amar também é esquecer, esquecer porque quando não dá mais certo é melhor deixar a pessoa que ama livre, talvez essa seja a maior prova de "amadurecimento" deixar livre, deixar ir, por mais que doa, deve doer, tem que doer, porque se passar despercebido não é amor, o amor dói. Não sei muito bem como dizer o que é amar, até porque cada um interpreta do jeito que melhor lhe parece, ou pior lhe parece, amar também é fazer mal, é pensar "eu faço isso, no entanto dói mais em mim do que em ti, dói mais em mim falar todas essas coisas horrivéis ao teu respeito" sabe porque?! Porque tu acabaste com aquela pessoa que eu amava, eu não tinha raiva de ti, mas agora eu tenho, eu tenho raiva de tudo que tu fizeste, tenho raiva de tudo que eu sofri, tenho raiva por ficar puta da vida quando escuto os outros falando de ti, por isso dói, dói por não passar despercebido, dói por ter que acabar, apagar e abandonar aquilo que um dia foi tão importante pra mim, e isso, não é um "melodrama" isso é sentimento, drama é uma ação. De todas as dúvidas que pairam sobre a minha cabeça me vem uma admiração, eu admiro aquelas pessoas que são fortes o suficiente e dão "até logo" pra um amor que sempre esteve ao seu lado, aquelas que dão um "Adeus" para um amor que está na sua vida mas infelizmente precisam sair dela, e aquelas que nunca viram, nunca sentiram, não sabem como é mas que tem a maior paciência e esperam, pois sabem que "para amores impossivéis, tempo".

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