sábado, 11 de dezembro de 2010

Cinco horas da manhã do dia certo.

São cinco horas da manhã e eu não simplesmente não consigo dormir, rolei rolei rolei na cama e nada, escutei as músicas que em fazem dormir e nada, pensei pensei e nada, é isso sempre acontece quando eu de uma hora pra outra resolvo foder a minha cabeça com os pensamentos mais improváveis e toscos que ridicularmente meu ego coloca na minha mente só porque ele é um masoquista que gosta de me maltratar aos poucos, talvez me ver confusa faça a auto-estima desse filho da puta ficar lá em cima. O meu ego sempre me culpa das coisas também e eu não sei quando ele vai entender que sentimento de culpa não é muito comigo, meu ego faz isso contra ele mesmo, uma vez que, se eu sinto culpa, essa culpa atormenta tanto a mim quanto a ele talvez além de masoquista meu ego seja um sádico, egoísta que quer desfrutar das mesmas emoções que eu sem deixar nada para mim, ele vai me saturando aos pouquinhos me fazendo sentir como se eu fosse uma inútil que não consegue controlar seus próprios pensamentos e não a nada que deixe uma controladora mais puta da vida do que quando ela simplesmente perde o foco da situação. Porra ego seu fuleiro eu creio que você deveria me ajudar e juntos saírmos dessa! Não era pra ser assim?! Era, mas meu ego puxou esse meu lado de primeiro fazer tudo errado pra depois fazer o certo! É ego OBRIGADA! Problemas com a minha conciência eu não tenho muitos, ela sempre foi minha amiga e companheira, ela sempre esteve ao meu lado e sempre disse “Não se preocupe querida, eu estou aqui e vou permitir que você faça o que quiser, na hora que quiser e sempre que quiser e prometo que quando você for dormir seu sono será tranquilo e sem dificuldades!” A minha saudade? Ela existe e as vezes vem me visitar mas só as vezes, ela não me machuca e se eu choro é porque foi bom e eu lembro de tudo nos minímos detalhes. O amor? Bom ele existe né mas confesso que ultimamente não tenho dado muita importância a ele, ultimamente estou dedicando-o as pessoas que estão próximas a mim. O ciúme? Vez ou outra é claro, ele faz parte de mim, eu sou egoísta, não gosto de dividir nada muito menos as pessoas que eu amo sinto tanto ciúmes de um amor como eu sinto quando vejo algum amigo com um novo amigo, meu ciúme por muitas vezes não tem dose certa! Ele é exagerado, mas aos poucos eu vou entendendo que as pessoas não me pertecem. Aos poucos eu vou entendo que não basta você terminar nada com palavras se ainda existe algo dentro do seu coração. Vai passar Rosinha, vai passar Rosinha, vai passar Rosinha! Em algumas ocasiões repito isso para mim mesma, fico desprovida de qualquer receio e conto para mim tudo que acontece comigo ai eu penso “É eu tenho que ser minha melhor amiga!” Mas nunca foi tão difícil me entender, as vezes eu queria sair de fininho sem que ninguém percebesse e só parar de correr quando eu chegasse na Groêlandia, muito Liz Gilbert isso, mas é a pura verdade, ou então eu penso em passar o dia no meu quarto assistindo meus filmes e me apaixonando pelos personagens masculinos que me chamam a atenção! Ou então penso em ficar o dia inteiro escutando as minhas músicas e viajando entre o meu passado e o meu presente. As minhas emoções sempre foram intensas e sempre vão ser! Na verdade a vontade de me esconder debaixo dos meus lençois e dos meus quatro travesseiros é bem maior, ficar lá escondidinha sem pertubar ninguém só esperando tudo aqui fora se acalmar pra então eu poder sair! Mas quem disse que eu consigo? Não, eu sou ansiosa demais, eu não vou esperar tudo desmoronar e não vou deixar que ninguém arrume tudo depois para mim, na real, eu sou mais o tipo de pessoa que cuida pra que nada desmorone ou eu vejo tudo desmorar e vou junto e aí depois de tudo eu vou e construo tudo de novo. As grandes transformações e aprendizados vêm das ruínas e é assim que eu encaro. Eu vou levando sabe? É, levando, indo, seguindo, nunca ficando presa no passado mas trazendo algumas coisas boas dele comigo. Eu tô correndo de dificuldades, não que eu precise de coisas facéis mas eu não posso lídar com nada difícil nesse momento.

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